Pousada em Fernando de Noronha - Teju-açu

A implantação de telas de contenção para evitar ataques de tubarões foi apresentada como uma das alternativas que podem ser utilizadas em Fernando de Noronha. A sugestão foi discutida durante a reunião do Conselho Gestor do Parque Nacional Marinho e Área de Proteção Ambiental, realizada na quarta-feira (9).

O encontro foi coordenado pelo Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) e contou com a participação de representantes do governo do estado, de entidades ambientalistas e do setor do turismo.

O assunto entrou em pauta depois do ataque de tubarão a uma menina de 8 anos na Praia do Sueste, que ocorreu no dia 28 de janeiro. Segundo o Hospital Português, que atendeu a garota no Recife, a menina chamada Nicole teve uma das pernas amputada.

A possibilidade de implantação das telas de contenção foi anunciada pelo ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e pelo presidente do ICMBio, Marcos Castro Simanovic, durante uma visita a Fernando de Noronha no dia 24 de fevereiro.

“As telas de contenção, em geral, foram uma ideia bem aceita na perspectiva de que temos que testar as diversas possibilidades”, afirmou a chefe do ICMBio em Fernando de Noronha, Cristina Guaitanele.

Ela contou, ainda, que o instituto vai contratar uma pesquisadora indicada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) para permanecer em Noronha por quatro meses e auxiliar o ICMBio a decidir as medidas a serem implantadas. A especialista deve chegar à ilha no dia 19 de março, segundo Carla Guaitanele.

A Praia do Sueste está fechada para mergulho e banho desde o final de janeiro de 2022. A chefe do ICMBio disse que a reabertura do Sueste e as condições de uso do local vão ser discutidas com os condutores de visitantes.

Golfinho

Outros assuntos que foram discutidos na reunião foram o uso das canoas havaianas e o turismo náutico na ilha. No dia 25 de fevereiro, um golfinho chocou-se com uma canoa e derrubou uma turista no mar (veja vídeo acima). A visitante não teve ferimento grave e o animal não foi encontrado depois do incidente.

Os pesquisadores do Projeto Golfinho Rotador relataram que o incidente ocorreu porque o golfinho ficou "encurralado por três canoas" e estava em rota da fuga. Para evitar novos incidentes, está prevista a realização de treinamentos.

“Decidimos realizar capacitações com a participação de técnicos do ICMBio, Projeto Golfinho Rotador e Projeto Tamar para os diversos públicos. Vamos começar com treinamento com os profissionais das canoas, com perspectiva de ampliar para as embarcações e outros setores”, disse Carla Guaitanele.

Fonte: G1-Blog Viver Noronha